ES – Dicas para Encontrar e Resolver Falhas nos Fluxos de Materiais e de Informação

No referido artigo, John Hill afirmava que continuava a ser surpreendido por um número considerável de gestores operacionais, que quando convidados a apresentar uma “fotografia” da situação do stock (inventário) individualizada por local de armazenagem (por palete), não têm essa informação disponível de um modo imediato.
“Uma das primeiras lições que retirei desde que entrei para esta industria de manuseamento de materiais, à trinta anos atrás, foi que a chave para se alcançar melhorias na produtividade, na indústria e na gestão de armazéns, reside na sobreposição rigorosa entre os fluxos de mercadorias e de informação. Isto é, ter a capacidade para capturar e processar, disseminar e usar a informação associada a recepções, movimentos internos, diferenças de inventário, pedidos de execução e expedições à medida que estes eventos ocorrem. Ou, por outras palavras, de cada vez que um artigo se movimenta, a informação relativa à sua identidade, características e localização deve ser actualizada.

Por muito óbvio que isto pareça ser, isto era (e ainda é actualmente) uma grande aspiração para operações cuja tecnologia para a captura de dados consistia em folhas de papel, lápis e walkie-talkies.

Em meados dos anos 70, assistiu-se a um alargamento das ferramentas disponíveis para a captura de dados com a introdução dos leitores de códigos de barras e com transmissão de dados via rádio frequência. Mais recentemente foram introduzidos o reconhecimento de voz e o RFID. Estas ferramentas facilitam a captura de informação dos artigos e em tempo real, criando condições para a sincronização dos fluxos de materiais e de informação.

Como se podem potenciar as capacidades desta ferramentas? O primeiro passo é pegar num conjunto de caixas de diagramas e, cuidadosamente, mapear os fluxos de materiais e de informação separadamente. Coloque um deles numa transparência e sobreponha-o sobre o outro.
Depois de os comparar, sempre que encontra uma discrepância entre eles – isto é, os materiais seguem um percurso e a informação associada não circula ou segue outro caminho – encontra uma oportunidade de melhorar o processo.

Disparidades ou gaps entre os fluxos de material e de informação criam falhas temporais que têm um impacto negativo sobre a fiabilidade do inventário e afectam a utilização de espaço e de trabalho, execução de pedidos e eficiência da expedição. A análise de disparidades não só identifica oportunidades para a utilização de meios de captura automática de dados para fechar gaps, como também revela oportunidades para melhorias adicionais de performance através de pequenas alterações de layouts, fluxos de materiais e processos de armazenamento e de execução.

Este texto é uma interpretação livre de um artigo publicado por John Hill, a 23 de Fevereiro de 2006 na “Modern Materials Handling”.

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