ES – Três novas ideias para reduzir os custos do RFID

O custo das etiquetas (tags) de RFID e do restante hardware continua a constituir uma das maiores barreiras à massificação desta tecnologia na cadeia de abastecimento, de acordo com analistas como o Erik Nichielsen.

Com isto em mente, estão a emergir novas ideias que podem promover a redução destes custos. Seguem-se três exemplos de novos participantes neste cenário que optaram por abordagens diferentes ao mercado.

WiFi RFID: Etiquetas activas de RFID reutilizáveis são essencialmente usadas para rastrear a localização de trabalhos em cursos (nomeadamente em processos de produção) e activos móveis dentro das instalações de fábricas ou centros de distribuição.

Actualmente, grande parte das etiquetas reportam a sua localização a leitores de RFID, o que obriga à instalação de uma infraestrutura de comunicações de RFID independente.

A G2 Microsystems optou por uma abordagem diferente. Esta empresa desenvolveu uma etiqueta activa reutilizável com um chip embutido que contém um transmissor e receptor WiFi 802.11. Deste modo, em vez de necessitar de uma instalação separada de uma infraestrutura de RFID, a própria etiqueta pode comunicar com pontos de acesso wireless, já usados para suportar outros terminais móveis e leitores de códigos de barras. A G2 entrou na fase de piloto com esta tecnologia, podendo esta estar disponível no mercado no próximo Outono.

Rede RFID: Muitas das soluções de RFID implementadas nos últimos dois anos foram concebidas para serem compatíveis com as exigências da Wal-Mart relativamente às etiquetas das caixas e das paletes. Isto envolve um número considerável de leitores e impressoras perto dos cais de expedição. Para escalar uma solução de RFID para um centro de distribuição de grandes dimensões, poderão ser necessárias centenas de leitores só para cobrir a zona de cais, acrescido de uma nova infraestrutura para manter as comunicações.

Em vez disto, a Vue Technology desenhou um dispositivo de rede de RFID que pode receber sinais de centenas, ou milhares, de antenas e direccionar a informação para apenas um número reduzido de leitores de RFID. Com isto reduz-se drasticamente os custos associados aos leitores e à instalação da cablagem associada. Em contrapartida, o software que gere o sistema pode
disponibilizar informação para qualquer cadeia de abastecimento ou sistema proprietário que necessite da informação.

Smart packaging: Muitos especialistas acreditam que o RFID nunca será uma realidade na cadeia de abastecimento até que a tecnologia possa ser introduzida nos primeiros elos da cadeia de abastecimento, ou seja, no processo produtivo. No RDID World 2006, a Texas Instruments e a Smurfit-Stone Container deram os primeiros passos com a demonstração de uma nova tecnologia para acoplar “EPC Gen 2 RFID straps” (um circuito integrado e duas “conducting pads”) a uma antena impressa em material de embalagem ou numa face de uma etiqueta autocolante. Esta solução foi desenvolvida tendo em vista processos produtivos de alta velocidade e de grande volume, como são os processos de produção dos bens de grande consumo.

Ainda sobre a questão do RFID e dos custos das etiquetas, encontrámos um estudo interessante sobre as perspectivas de crescimento da produção deste tipo de suporte de informação no mercado Chinês.

Segundo este estudo perspectiva-se que por volta de 2009, o mercado de tecnologia de RFID produza cerca de 2.9 biliões de etiquetas.

A Research and Markets anunciou que a China tinha acrescentado às suas ofertas a produção de equipamento de RFID, para a identificação de pessoas e produtos.
A tecnologia de RFID foi introduzida na China de uma forma sem precedentes, com mais de 100 milhões de etiquetas produzidas em

2005 e mais de 2.9 biliões previstas para 2009. De 2005 até 2009 a principal aplicação do RFID vai ser para a identificação de pessoas com o cartão de segunda geração de RFID no âmbito do programa Chinês de “Resident ID Card” (cartão de identificação de residentes na China).

Com uma população de mais de 1.3 biliões, a emissão de um cartão de residente, com a incorporação de uma etiqueta de RFID, pelo Minitério de Segurança Publica, é um dos maiores projectos de RFID a nível mundial. Mais de um bilião de cartões de identificação serão emitidos antes de finalde 2008.

Segundo o referido relatório, perspectiva-se que:

– No início de 2008, as etiquetas de RFID usadas para identificar artigos excederão as usadas nos cartões de identificação de

residentes, fazendo do retalho o maior consumidor de etiquetas,

– A incompatibilidade entre os diversos “standards” de RFID continua a ser um obstáculo para a generalização do uso de RFID

numa cadeia de distribuição global e aberta que atravesse indústrias e territórios;

– Os preços das etiquetas ainda apresentam valores relativamente dispendiosos, podendo variar entre os US$0.15 (¤0.12)

e os US$200 (¤165.83), de acordo com as características e a aplicação desejada.

Em suma, o RFID é uma tecnologia interessante, que se encontra ainda numa fase exploratória, sendo importante estar atento aos desenvolvimentos que vão ocorrendo um pouco por todo o mundo. Só deste modo se poderá tirar partido dos benefícios que esta tecnologia pode proporcionar, logo que o retorno do investimento necessário seja assegurado pelas mais valias que proporciona à eficiência da logística global.

Este texto é uma interpretação livre de um artigo publicado por Bob Trebilcock, a 21 de Fevereiro de 2006 na “Modern Materials Handling”.

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